Inteligência artificial

A artificialidade da inteligência brasileira
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O Caetano caiu do palco, tibum! A platéia aplaudiu de pé! Fosse uma cena de filme tailandês e eu teria saído do cinema pra comprar antidepressivos. Eu não entendo nada, eu sou um bestalhão. Minha inteligência é curta, deve ser porque eu não ouço a tal música popular brasileira. Os fãs de MPB são inteligentes e sofisticados, eles conseguem entender as complexidades do mundo, eles enxergam coisas que eu não vejo. Deve ser por isso que eles aplaudem quando o cantor cai do palco. Quem canta MPB é tudo sabichão, é tudo sabichona, sabe de tudo e pode dar palpite sobre qualquer assunto; são todos grandes poetas e músicos sofisticados. Em toda a história da humanidade nunca se viu tantos gênios juntos. O nível é tão alto que dá até vergonha. Tá resolvido: eu não quero mais ser bobão. Vou tomar juízo, vou jogar meus discos fora e parar de ouvir barulheiras do capeta! The punk is dead! Ainda sou bobo, mas vou progredir; já sei que sábio é o Djavan que na sua imensa inteligência foi capaz de cantar: “Açaí, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã...”. Ele deve ter razão, ele só pode ter razão... E pra não passar por bestalhão vou concordar com ele!